Artigo: Pedro, o Grande: Sua vida e seu mundo

Artigo: Pedro, o Grande: Sua vida e seu mundo

Estou lendo um livro maravilhoso, que conta a história verídica de um jovem disruptivo que assumiu uma sociedade com severas limitações logísticas e a transformou num verdadeiro império. Como todos nós, sua vida foi marcada por altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e derrotas, amizades e desafetos. Na infância, a disputa pelo poder na família culminou em tragédia e, após vivenciar um golpe orquestrado pela irmã, foi afastado do centro da tomada de decisões: a mãe o levou para o campo, onde puderam desfrutar da liberdade e se afastar do excesso de tradicionalismo que os cercava.

Na juventude, teve a oportunidade de conviver com pessoas de outras organizações, fora do seu ciclo natural de convívio. Aos 22 anos de idade, entendeu a importância do seu papel como líder assumindo a responsabilidade que lhe coubera naquela sociedade. Ele teve a humildade de olhar para dentro da sua própria organização e perceber claramente onde estavam suas forças e, principalmente, suas fraquezas. Viajou por diversos países em busca de conhecimento e de tecnologias que pudesse utilizar para superar seus pontos fracos. A curiosidade foi sua aliada nesta jornada. Ele se abriu para o novo, procurou conhecer as melhores práticas, aprendeu com os melhores em cada área, convidou talentos para fazer parte da sua equipe. Ele vivenciou o que em estratégia empresarial chamamos de ambiente externo: descobriu oportunidades, conheceu os concorrentes, formou parcerias essenciais, percebeu onde estavam as ameaças.

A tragédia teve influência negativa e positiva no perfil do líder que se tornaria em seguida. Por um lado, se tornou desconfiado e não definia papeis claros para os gestores a ponto de tornar a tomada de decisão confusa e ineficiente quando se ausentava. Por outro, a vida no campo lhe deu o tempo necessário para desenvolver habilidades estratégicas, a sua mente criativa, e descobrir uma grande paixão: o mar.

Ao retornar daquela grande viagem, tinha clara a visão de como gostaria que sua organização fosse reconhecida no futuro e precisou tomar decisões difíceis. Foi preciso interromper o curso normal daquela sociedade e do seu modo de gestão. Deu início a mudanças internas que agradaram a alguns e desagradaram a muitos. Fez cortes radicais, criou grupos multidisciplinares de trabalho chefiados por estrangeiros especialistas, aprendeu sobre logística e construção de navios, montou um estaleiro e trabalhou com os operários, por vezes se alimentando e dormindo com eles no trabalho. Como acontece hoje em nossas empresas, estas ações foram positivas, mas causaram também muita confusão, por vezes desperdício de material e tempo, conflito entre líderes. Ele sentiu receio e insegurança. Aprendeu a errar e a corrigir os erros. Ser disruptivo não é tarefa fácil.

O jovem curioso se chamava Pedro, nasceu em 30 de maio de 1672 na cidade de Moscou. A curiosidade e a paixão pelo mar moveram este jovem que utilizou o conhecimento como uma ferramenta poderosa para inovar e mudar a trajetória da história Russa. Pedro o Grande, como ficou conhecido, atingiu o sucesso suportado não somente por suas características pessoais, mas também teve o terreno preparado por seus antecessores. Cada antecessor colaborou em maior ou menor grau para o sucesso da gestão de Pedro, inclusive sua irmã Sofia, responsável pela tragédia que marcou sua vida.

A história de Pedro o Grande e dos seus antecessores é um terreno fértil para aqueles que apreciam gestão e estratégia empresarial. É um alerta para aqueles que estão assumindo o papel de líder em empresas familiares: não deixem de identificar as ações do passado que prepararam o terreno onde atuarão no presente, e sobre o qual precisarão inovar continuamente, independentemente do tamanho da sua empresa.

Meu interesse pela história de Pedro o Grande surgiu ao ler um livro chamado “A Estratégia Romanov e os Meninos Falcão”, do professor Luiz Fernando da Silva Pinto. Esse livro fala sobre estratégia empresarial e sobre o encadeamento na sequência da gestão dos predecessores de Pedro o Grande. Estratégia corporativa, como muitas vezes pensamos, não é assunto restrito a grandes organizações. Está presente na vida de todos nós e em qualquer empresa desde a sua concepção até os desafios mais fortes. O livro que estou lendo agora, é Pedro o Grande – Sua vida e seu mundo – de Robert k. Massie que, para nós gestores, é uma viagem no pensamento estratégico.

Escrito por Erika Silva

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Estou lendo um livro maravilhoso, que conta a história verídica de um jovem disruptivo que assumiu uma sociedade com severas limitações logísticas e a transformou num verdadeiro império. Como todos nós, sua vida foi marcada por altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e derrotas, amizades e desafetos. Na infância, a disputa pelo poder na família culminou em tragédia e, após vivenciar um golpe orquestrado pela irmã, foi afastado do centro da tomada de decisões: a mãe o levou para o campo, onde puderam desfrutar da liberdade e se afastar do excesso de tradicionalismo que os cercava.

Na juventude, teve a oportunidade de conviver com pessoas de outras organizações, fora do seu ciclo natural de convívio. Aos 22 anos de idade, entendeu a importância do seu papel como líder assumindo a responsabilidade que lhe coubera naquela sociedade. Ele teve a humildade de olhar para dentro da sua própria organização e perceber claramente onde estavam suas forças e, principalmente, suas fraquezas. Viajou por diversos países em busca de conhecimento e de tecnologias que pudesse utilizar para superar seus pontos fracos. A curiosidade foi sua aliada nesta jornada. Ele se abriu para o novo, procurou conhecer as melhores práticas, aprendeu com os melhores em cada área, convidou talentos para fazer parte da sua equipe. Ele vivenciou o que em estratégia empresarial chamamos de ambiente externo: descobriu oportunidades, conheceu os concorrentes, formou parcerias essenciais, percebeu onde estavam as ameaças.

A tragédia teve influência negativa e positiva no perfil do líder que se tornaria em seguida. Por um lado, se tornou desconfiado e não definia papeis claros para os gestores a ponto de tornar a tomada de decisão confusa e ineficiente quando se ausentava. Por outro, a vida no campo lhe deu o tempo necessário para desenvolver habilidades estratégicas, a sua mente criativa, e descobrir uma grande paixão: o mar.

Ao retornar daquela grande viagem, tinha clara a visão de como gostaria que sua organização fosse reconhecida no futuro e precisou tomar decisões difíceis. Foi preciso interromper o curso normal daquela sociedade e do seu modo de gestão. Deu início a mudanças internas que agradaram a alguns e desagradaram a muitos. Fez cortes radicais, criou grupos multidisciplinares de trabalho chefiados por estrangeiros especialistas, aprendeu sobre logística e construção de navios, montou um estaleiro e trabalhou com os operários, por vezes se alimentando e dormindo com eles no trabalho. Como acontece hoje em nossas empresas, estas ações foram positivas, mas causaram também muita confusão, por vezes desperdício de material e tempo, conflito entre líderes. Ele sentiu receio e insegurança. Aprendeu a errar e a corrigir os erros. Ser disruptivo não é tarefa fácil.

O jovem curioso se chamava Pedro, nasceu em 30 de maio de 1672 na cidade de Moscou. A curiosidade e a paixão pelo mar moveram este jovem que utilizou o conhecimento como uma ferramenta poderosa para inovar e mudar a trajetória da história Russa. Pedro o Grande, como ficou conhecido, atingiu o sucesso suportado não somente por suas características pessoais, mas também teve o terreno preparado por seus antecessores. Cada antecessor colaborou em maior ou menor grau para o sucesso da gestão de Pedro, inclusive sua irmã Sofia, responsável pela tragédia que marcou sua vida.

A história de Pedro o Grande e dos seus antecessores é um terreno fértil para aqueles que apreciam gestão e estratégia empresarial. É um alerta para aqueles que estão assumindo o papel de líder em empresas familiares: não deixem de identificar as ações do passado que prepararam o terreno onde atuarão no presente, e sobre o qual precisarão inovar continuamente, independentemente do tamanho da sua empresa.

Meu interesse pela história de Pedro o Grande surgiu ao ler um livro chamado “A Estratégia Romanov e os Meninos Falcão”, do professor Luiz Fernando da Silva Pinto. Esse livro fala sobre estratégia empresarial e sobre o encadeamento na sequência da gestão dos predecessores de Pedro o Grande. Estratégia corporativa, como muitas vezes pensamos, não é assunto restrito a grandes organizações. Está presente na vida de todos nós e em qualquer empresa desde a sua concepção até os desafios mais fortes. O livro que estou lendo agora, é Pedro o Grande – Sua vida e seu mundo – de Robert k. Massie que, para nós gestores, é uma viagem no pensamento estratégico.

Escrito por Erika Silva

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